Sexo-revolução

Um pouquinho sobre o que tenho pesquisado...
O sexo-mesmo: institucionalizado, pornográfico, de caminhos já percorridos. Sexo-guerra, que apologiza a violência e o descaso. Sexo-capitalismo, que trata as pessoas como bens de consumo. Sexo-doença, causador de traumas e impotências.
Revolução (Houaiss): ato de revolver; passagem sucessiva (de um corpo ao outro).
Fazer um sexo-política, que faça do cuidado com o outro uma prática cotidiana. Um sexo-arte, de estética e criação sem fim. Um sexo-potência, que incite à ação e à vida.

7 Comments:
:O
Bom demais!
Uma saída possível.
Para escaparmos deste sexo-mesmo, hierarquizado, padronizado. Para nos libertarmos deste sexo-guerra (de competição, de agressões, de descuido com o outro) e deste sexo-capitalismo (de uso, sexo-lixo, sexo-descartável). E, claro, para que se dê um fim ao sexo-doença.
Criemos então, para já, este sexo-política, este sexo-arte, este sexo-potência que renova e engrandece o mundo.
Que venha a revolução.
Beijos!
Afinal de contas, pornô deve ser pornós, certo? Rs!
Beijocas, querida!
q venha a revolução
isso, revolução, passagem de um corpo a outro, deslizar entre os corpos... a lygia clark falava de um 'sentir-me através do outro'... (inundada por idéias!hehe) pensar sobre que política sexual temos construído.. que formas de vida estamos reafirmando em nossas formas de 'tocar' as pessoas?? *pensando...
beijão, lindona
Devo-te honras e assobios! Belo texto. Beijo!
E não se esqueça do sexo-quase. Um sexo latente, real, pulsante, que espera, estica e alonga o próprio desejo para daqui a pouco. Até quase estourar. Só provocando e deixando a coisa crescer. Sem pressa. Ainda quase.
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